Uma das maravilhas do mundo no Vietnã

Uma das ilhas

Halong e a ilha de Cat Ba nos foi apresentada pela internet como a última coca-cola do deserto. A Baía de Halong fica no norte do Vietnã, perto da fronteira com a China, e os adjetivos para descrever o lugar não são poucos. Assim que aportamos na ilha de Cat Ba (a maior da baía), a imagem não foi das melhores. Tudo muito plano e várias piscinas próximas do mar que pareciam ser de criação de peixes ou crustáceos. Felizmente à medida que cruzávamos a ilha em direção à vila de Cat Ba o cenário foi mudando. As montanhas começaram a crescer e a única estrada da ilha foi beirando o mar entre as formações rochosas de um verde exuberante nos mostrando a verdadeira face desse paraíso tropical. A comparação para mim seria de uma Noronha bombada, cercada de centenas de outras ilhas. A diferença maior era mesmo a cor verde-esmeralda do mar que não chegava nem perto do azul transparente do nosso paraíso brasileiro.

Baía de Halong

Para explorar Cat Ba resolvemos alugar uma scooter e passamos o dia todo na estrada cruzando a ilha de norte a sul. O lugar que parece de mentira foi tombado pela UNESCO e foi também o cenário do filme “O Amanhã Nunca Morre”, um filme do agente 007 – James Bond. Além das várias paradas para apreciar a paisagem, estacionamos as motos para ver um hospital bem especial. Na época da guerra, os vietnamitas transformaram uma gruta em um hospital de três andares. Totalmente protegidos pelas bombas, era também um refúgio para o exército local. Andamos em quase sua totalidade, desde os escritórios dos médicos, passando pela cozinha, sala de cirurgia, farmácia e enfermarias. A maior parte de gruta tinha um forro de concreto. No terceiro andar o teto era na realidade a própria gruta que tinha uma escada levando a uma saída de emergência. Hoje, o hospital está totalmente desativado, mas é uma visita obrigatória na ilha.

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No cruzeiro

Meio do mar

Depois de explorar Cat Ba, resolvemos sair num cruzeiro de dois dias e uma noite pela baía. Navegamos por entre o arquipélago de mais de 2000 ilhas, algumas bem pequenas, outras do tamanho de um prédio de 5-7 andares. Passamos por entre vilas flutuantes e paramos para andar de kayak. Uma das ilhas era como se fosse uma rosca e que tinha uma enorme lagoa no meio. Para chegar na lagoa (de mar) percorremos uma caverna no maior breu por 15 minutos até chegar do outro lado. Ainda bem que levamos lanternas, pois o teto estava muito baixo e tínhamos que ficar se desviando de estalactites enquanto remávamos no kayak. Não podíamos ficar muito tempo do outro lado, já que a maré tava enchendo e existia a possibilidade da caverna encher completamente. Então voltamos logo para continuar o cruzeiro que nos levou para uma gruta gigante em outra ilha. Lindas formações rochosas, mas com uma iluminação de mau gosto. O pior mesmo foi a enorme quantidade de gente dentro da gruta. Mal dava para andar direito. Mas valeu à pena, pois nunca imaginei ver uma gruta numa ilha no meio do oceano.

Meu primeiro Rock climbing da vida

À noite paramos numa das vilas flutuantes e depois do jantar o pessoal do barco junto com o povo do restaurante/bar onde aportamos resolveu fazer uma festa com direito a música eletrônica, muita cerveja, fumaça e luzes de boate. Ficamos pasmos! Nós éramos 6 turistas e cerca de 10 nativos, todos dançando e se divertindo. Uma festa no meio do mar, no Vietnã. E tinha até um anão. Dizem que quando a festa tem um anão, não tem como não ser boa. Um turista americano , quase caiu no mar durante a noite. No fim, todos dormiram sãos e salvos em colchões no barco olhando as estrelas e o relevo das inúmeras ilhas de calcário ao nosso redor como pano de fundo. SURREAL!!!! Esse passeio foi um dos melhores que fizemos durante toda a viagem e a baía de Halong é um lugar que deve estar no roteiro de quaquer pessoa que vem ao Vietnã.
Ho Chi Minh Masoleum
Saímos da ilha e seguimos em direção a capital do país. Hanói é uma cidade bem plana e que se espalha por vários Km quadrados. Aparentemente só existe uma região turística na cidade e foi extamente onde ficamos. O Old Quarter existe por mais de 1000 anos e é uma emaranhado de ruazinhas que nunca se encontram num ângulo de 90 graus. O comércio é intenso e as ruas têm o nome dos produtos vendidos nas diversas lojas . A rua do bambu, da prata, do pente, do sal e do açúcar são apenas algumas das dezenas de ruelas no meio da capital.

Estacionamento da catedral

Um verdadeiro retrato da Ásia, o Old Quarter, é tudo aquilo que sonhamos um dia ver no maior continente do planeta. Fácil de andar e de se perder; os pontos da cidade mais importantes ficam relativamente próximos uns dos outros. Caminhamos até o Mausoléu de Ho Chi Minh, onde está o passeio mais esquisito que fizemos. O desejo de ser cremado não foi aceito pelo partido comunista que resolveu criar do homem que reunificou o país um troféu. O líder vietnamita está exposto num prédio de belíssima arquitetura na região norte do Old Quarter. O período de visita é restrito a apenas 3 horas e as filas são enormes. O esquema de segurança parece muito com uma ida ao aeroporto. Água nem pensar. Me senti como um chefe de estado ao entrar no prédio. Vários guardas bem vestidos de branco e um enorme tapete vermelho no portão principal. Dentro do complexo, todo de granito, câmeras nos filmam percorrendo os salões em fila indiana até chegar no centro do prédio onde o corpo de Ho Chi Mihn descansa num enorme caixão no centro. Ninguém pode parar para observar de perto, temos que todos seguir o passo na fila indiana e nada de fotos. Um passeio mórbido e que nos fez pensar bastante sobre como diferentes povos pensam em preservar a memória de pessoas importantes.

Uma das ruas largas de Hanoi

Mas o que foi bacana nos nossos últimos dias no Vietnã foi mesmo passear pelas ruas do Old Quarter. Ver os templos budistas, taoístas e até a missa de domingo da Catedral que estava lotada. A cidade é bem agitada e as pequenas ruelas do Old Quarter estão sempre cheias de gente tomando um café, um suco ou uma cerveja nas calçadas em pequenas mesinhas e banquinhos. Me lembrou um pouco o que acontece em algumas cidades do Brasil.

Sopa de enguia frita. Um espetáculo

Hanói parece com Bangkok no quesito comida. Os restaurantes e carrinhos de comida estavam em todos os cantos oferecendo suas especialidades. A culinária de Hanói, que é diferente do resto do país, foi uma grata surpresa e foi talvez a melhor do Vietnã. Mas vou falar sobre isso nas nossas impressões no próximo blog. Apesar das chuvas de monções todas as tardes, Hanoi nos surpreendeu e acabou sendo um destino mais interessante do que Saigon no sul do país.

Para mais fotos, esse é o link.

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