A visita no maior complexo religioso do mundo

At Angkor Wat

Foi simplesmente incrível!
Vimos nessa viagem ruínas no México e Guatemala. Já fui à Roma, Cuzco e Machu Pichu, mas acho que nenhum desses locais se comparam com os Templos de Angkor. Se arquitetura e história fazem parte de um bom roteiro de viagem, não há dúvida que esse é um dos melhores de todo o mundo. E são vários os motivos que fazem dos Templos de Angkor um passeio diferente e mais do que especial.
1. O lugar é simplesmente enorme. São inúmeros os templos e é quase impossível de se ver tudo em 3 dias (que fio o tempo que ficamos). Para poder andar nas partes mais importantes, só mesmo de tuk-tuk. Pensamos em ir de bicicleta, mas o calor e a distância de um templo para outro são proibitivos.
2. Diferente de muitas ruínas Maias e Incas, vários templos estão eretos. Alguns tem até teto. Sei que muito já foi reformado, mas mesmo assim temos uma idéia bem concreta de como eram esses templos no passado. E bote passado nisso, os mais antigos tem mais de 1.000 anos de idade.

Look at the details

3. Os detalhes e desenhos nas pedras dos templos são impressionantes. Nunca vi nada igual. O mais legal é tentar reconhecer o que é hindu e o que é budista, já que no decorrer do Império Khmer a população mudou de religião.

4. E finalmente o poder da natureza está presente em vários dos templos. Alguns deles foram esquecidos e a vegetação voltou a crescer normalmente. O resultado foi uma simbiose dos prédios e das árvores centenárias que é surreal. E isso tudo ainda faz mais sentido quando ao estar andando por entre essas ruínas nos damos conta que segundo o hinduismo e budismo tudo no mundo é temporário. No passado esses templos foram erigidos e a floresta cortada para dar lugar a maior cidade preindustrial do planeta. Vários anos depois o império Khmer entra em declínio e a cidade desaparece. A floresta volta a crescer e destrói os templos. Mudança em cima de mudança.
A parte ruim desse passeio é que praticamente só existe uma cidade ao lado dos templos onde podemos nos hospedar. Siem Reap é a terceira maior cidade do Camboja e pode parecer para muitos um ótimo lugar pra se ficar, mas para nós nem tanto. Uma espécie de armadilha para turistas. Logo que se pisa fora do hotel, dezenas de pessoas estão no seu pé oferecendo de um tudo. Cheio de bares, restaurantes e lojinhas vendendo a mesma coisa, Siem Reap não tem muita identidade. O que nós mais gostamos de fazer foi mesmo a massagem de peixe, uma espécie de tradição turística local.
Sobre o Camboja

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Ficamos só uma semana no país e nas duas cidades mais turísticas. Então fica difícil tecer uma opinião equilibrada sobre o Camboja. Nossa impressão foi mesmo de um lugar pobre e complicado de se divertir em paz com tanta gente lhe aperreando o juízo. Pelo menos não tem violência, apesar das pessoas serem bem agressivas quando lhe abordam na rua.

Achei o Camboja muito parecido com o meu Ceará, do ponto de vista físico. Bem plano, vegetação rasteira, pés de caju, manga e até uma palmeira muito parecida com a carnaúba (veja as fotos). A diferença mesmo eram os campos de arroz que continuavam nos acompanhando.

Even the beer is called Angkor

A comida não foi tão legal quanto na Tailânia e Laos. Com a exceção de uma espécie de moqueca servida no côco que se chama AMOK. Uma delícia.
Camboja é bem mais desenvolvido que o Laos, mas têm-se a impressão de que existe mais pobreza pela quantidade de gente pedindo esmola nas ruas. Mas talvez seja porque as duas cidades são muito turísticas.
É bem estranho estar do outro lado do mundo e usar dólares para qualquer transação. Até o dinheiro dos caixas eletrônicos é em dólares. A única diferença é que tudo é bem barato. Uma cerveja custa 0.50 a 1 dólar. Um prato de comida fica por volta de 3 dólares e um quarto de hotel de mochileiro no máximo 15 dólares.

Sem dúvida valeu à pena, mas devo dizer que a presença constante de crianças e adultos na rua e nos templos lhe implorando pra comprar livros, pulseiras, camisas e água de côco nos trouxe muitas saudades do Laos.
Mais fotos dos templos e do Camboja, nesse link.

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